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contribuído em cerca de 45–50% para o aquecimento global ocorrido entre 1900 e
2000.
Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações
da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas, do aumento do nível
global dos mares, do aumento das precipitações, da cobertura de nuvens, do El
Niño e outros eventos extremos de mau tempo durante o século XX.
Por exemplo, dados de satélite mostram uma diminuição de 10% na área
que é coberta por neve desde os anos 60. A área da cobertura de gelo no
hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15%
desde 1950 e houve retração os glaciares e da cobertura de neve das montanhas
em regiões não polares durante todo o século XX. No entanto, a retração dos
glaciares na Europa já ocorre desde a era Napoleônica e, no Hemisfério Sul,
durante os últimos 35 anos, o derretimento apenas aconteceu em cerca de 2% da
Antártida; nos restantes 98%, houve um esfriamento e a IPPC estima que a massa
da neve deverá aumentar durante este século. Durante as décadas de 1930 e
1940, em que a temperatura de toda a região ártica era superior à de hoje, a
retração dos glaciares na Groelândia era maior do que a atual. A diminuição da
área dos glaciares ocorrida nos últimos 40 anos, deu-se essencialmente no Ártico,
na Rússia e na América do Norte; na Eurásia (no conjunto Europa e Ásia), houve
de fato um aumento da área dos glaciares, que se pensa ser devido a um
aumento de precipitação.
Estudos divulgados em Abril de 2004 procuraram demonstrar que a maior
intensidade das tempestades estava relacionada com o aumento da temperatura
da superfície da faixa tropical do Atlântico. Esses fatores teriam sido responsáveis,
em grande parte, pela violenta temporada de furacões registrada nos Estados
Unidos, México e países do Caribe. No entanto, enquanto, por exemplo, no
período de quarto-século de 1945-1969, em que ocorreu um ligeiro arrefecimento
global, houve 80 furacões principais no Atlântico, no período de 1970-1994,
quando o globo se submetia a uma tendência de aquecimento, houve apenas 38
furacões principais. O que indica que a atividade dos furacões não segue
necessariamente as tendências médias globais da temperatura.