Nos últimos dois / três anos termos como design centrado no utilizador, user research e, principalmente usabilidade (em grande parte devido à acção dos membros da APPU) começaram a fazer parte do léxico de quem trabalha em projectos Web em Portugal. Obviamente que entre a consciencialização da importância de uma área como user research (na qual me quero centrar neste post), a mera enunciação de algumas buzzwords, e a adopção de estratégias de desenvolvimento de serviços e produtos que a integrem verdadeiramente existe um longo caminho a percorrer.
No GAEL/IST entendemos o user research como sendo algo necessariamente plural e não ortodoxo. Plural porque reduzir o user research a uma única técnica aplicável a qualquer tipo de problema conduz invariavelmente a uma sobrevalorização da técnica em relação ao problema. Não ortodoxo porque defendemos que as técnicas metodológicas não devem ser herméticas, mas sim ser aplicadas de forma crítica e criativa.
A nossa visão sobre user research será brevemente publicada no livro "As TIC em Educação em Portugal", da responsabilidade da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, com o título "Investigação centrada no utilizador em projectos Web de natureza educativa". O artigo incide sobre uma investigação que fizemos sobre a experiência de utilização do portal de divulgação científica e-escola, com uma amostra de 113 indivíduos, e onde aplicámos um conjunto bastante diferenciado de técnicas: análise de logs, estudo de campo, personas, aulas com integração do e-escola, inquéritos, entrevistas colectivas, card sorting e testes de usabilidade.
A realização desta investigação implicou um enorme esforço pessoal meu e da Joana Viana (que trabalha comigo na área de user research), porque no nosso dia-a-dia temos de conciliar o user research com outros papéis profissionais que assumimos no GAEL. Por essa razão nem sempre é possível pormos em prática o design centrado no utilizador que defendemos nas condições que consideramos mais indicadas.
A pergunta que deixo para os que desenvolvem projectos de user research em Portugal (e já agora para os membros brasileiros da lista) é a seguinte: tem-vos sido possível combinar um conjunto diferenciado de técnicas nos projectos em que estão envolvidos? A vossa actividade centra-se exclusivamente na área de user research ou é conjugada com outros papeis profissionais?
Gostaria de saber o seguinte. Em Portugal, quais os livros disponíveis a venda sobre usabilidade e UX em língua portuguesa? Vocês tem acesso aos livros publicados no brasil? Existem cursos nas universidades portuguesas relacionados a àrea?
Abs
On 4/9/07, Gustavo Pimenta <guspi...@gmail.com> wrote:
> Nos últimos dois / três anos termos como design centrado no > utilizador, user research e, principalmente usabilidade (em grande > parte devido à acção dos membros da APPU) começaram a fazer parte do > léxico de quem trabalha em projectos Web em Portugal. Obviamente que > entre a consciencialização da importância de uma área como user > research (na qual me quero centrar neste post), a mera enunciação de > algumas buzzwords, e a adopção de estratégias de desenvolvimento de > serviços e produtos que a integrem verdadeiramente existe um longo > caminho a percorrer.
> No GAEL/IST entendemos o user research como sendo algo > necessariamente plural e não ortodoxo. Plural porque reduzir o user > research a uma única técnica aplicável a qualquer tipo de problema > conduz invariavelmente a uma sobrevalorização da técnica em relação > ao problema. Não ortodoxo porque defendemos que as técnicas > metodológicas não devem ser herméticas, mas sim ser aplicadas de > forma crítica e criativa.
> A nossa visão sobre user research será brevemente publicada no livro > "As TIC em Educação em Portugal", da responsabilidade da Faculdade de > Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, com o > título "Investigação centrada no utilizador em projectos Web de > natureza educativa". O artigo incide sobre uma investigação que > fizemos sobre a experiência de utilização do portal de divulgação > científica e-escola, com uma amostra de 113 indivíduos, e onde > aplicámos um conjunto bastante diferenciado de técnicas: análise de > logs, estudo de campo, personas, aulas com integração do e-escola, > inquéritos, entrevistas colectivas, card sorting e testes de > usabilidade.
> A realização desta investigação implicou um enorme esforço pessoal > meu e da Joana Viana (que trabalha comigo na área de user research), > porque no nosso dia-a-dia temos de conciliar o user research com > outros papéis profissionais que assumimos no GAEL. Por essa razão nem > sempre é possível pormos em prática o design centrado no utilizador > que defendemos nas condições que consideramos mais indicadas.
> A pergunta que deixo para os que desenvolvem projectos de user > research em Portugal (e já agora para os membros brasileiros da > lista) é a seguinte: tem-vos sido possível combinar um conjunto > diferenciado de técnicas nos projectos em que estão envolvidos? A > vossa actividade centra-se exclusivamente na área de user research ou > é conjugada com outros papeis profissionais?
Infelizmente, por causa dos prazos que normalmente existem nos projectos não é possível aprofundar muito os estudos de User Research (usando várias metodologias). Existem ainda outros papéis que normalmente desempenho, nomeadamente o Interaction Design que me tiram tempo para realizar ou experimentar várias metodologias para estes estudos.
Ivo Gomes -------------------------------------------------------------- i...@ivogomes.com www.ivogomes.com -------------------------------------------------------------- Esta mensagem foi assinada digitalmente --------------------------------------------------------------
> Nos últimos dois / três anos termos como design centrado no > utilizador, user research e, principalmente usabilidade (em grande > parte devido à acção dos membros da APPU) começaram a fazer parte do > léxico de quem trabalha em projectos Web em Portugal. Obviamente que > entre a consciencialização da importância de uma área como user > research (na qual me quero centrar neste post), a mera enunciação de > algumas buzzwords, e a adopção de estratégias de desenvolvimento de > serviços e produtos que a integrem verdadeiramente existe um longo > caminho a percorrer.
> No GAEL/IST entendemos o user research como sendo algo > necessariamente plural e não ortodoxo. Plural porque reduzir o user > research a uma única técnica aplicável a qualquer tipo de problema > conduz invariavelmente a uma sobrevalorização da técnica em relação > ao problema. Não ortodoxo porque defendemos que as técnicas > metodológicas não devem ser herméticas, mas sim ser aplicadas de > forma crítica e criativa.
> A nossa visão sobre user research será brevemente publicada no livro > "As TIC em Educação em Portugal", da responsabilidade da Faculdade de > Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, com o > título "Investigação centrada no utilizador em projectos Web de > natureza educativa". O artigo incide sobre uma investigação que > fizemos sobre a experiência de utilização do portal de divulgação > científica e-escola, com uma amostra de 113 indivíduos, e onde > aplicámos um conjunto bastante diferenciado de técnicas: análise de > logs, estudo de campo, personas, aulas com integração do e-escola, > inquéritos, entrevistas colectivas, card sorting e testes de > usabilidade.
> A realização desta investigação implicou um enorme esforço pessoal > meu e da Joana Viana (que trabalha comigo na área de user research), > porque no nosso dia-a-dia temos de conciliar o user research com > outros papéis profissionais que assumimos no GAEL. Por essa razão nem > sempre é possível pormos em prática o design centrado no utilizador > que defendemos nas condições que consideramos mais indicadas.
> A pergunta que deixo para os que desenvolvem projectos de user > research em Portugal (e já agora para os membros brasileiros da > lista) é a seguinte: tem-vos sido possível combinar um conjunto > diferenciado de técnicas nos projectos em que estão envolvidos? A > vossa actividade centra-se exclusivamente na área de user research ou > é conjugada com outros papeis profissionais?
> --~--~---------~--~----~------------~-------~--~----~ > Recebeu esta mensagem porque se subscreveu no Grupo "Rede > Portuguesa de User Experience (REPUX)" do Google Groups. > Para postar neste grupo, envie email para repux@googlegroups.com > Para cancelar a sua inscrição deste grupo envie um email para > repux-unsubscribe@googlegroups.com > Para mais opções, visite este grupo em http://groups.google.com/ > group/repux?hl=pt-PT > -~----------~----~----~----~------~----~------~--~---
Como é pouco usual ler livros "técnicos" em português, provavelmente não serei a melhor pessoa para te informar dessa questão, mas que eu me lembre não conheço nenhuma publicação nessas áreas em língua portuguesa.
Quanto a cursos, apenas tenho conhecimento da Pós-Graduação em Ergonomia no Design de Sistemas de Informação e Comunicação da Faculdade de Motricidade Humana:
> Gostaria de saber o seguinte. > Em Portugal, quais os livros disponíveis a venda sobre usabilidade > e UX em língua portuguesa? > Vocês tem acesso aos livros publicados no brasil? > Existem cursos nas universidades portuguesas relacionados a àrea?
> Abs
> On 4/9/07, Gustavo Pimenta <guspi...@gmail.com> wrote: > Boa noite,
> Nos últimos dois / três anos termos como design centrado no > utilizador, user research e, principalmente usabilidade (em grande > parte devido à acção dos membros da APPU) começaram a fazer parte do > léxico de quem trabalha em projectos Web em Portugal. Obviamente que > entre a consciencialização da importância de uma área como user > research (na qual me quero centrar neste post), a mera enunciação de > algumas buzzwords, e a adopção de estratégias de desenvolvimento de > serviços e produtos que a integrem verdadeiramente existe um longo > caminho a percorrer.
> No GAEL/IST entendemos o user research como sendo algo > necessariamente plural e não ortodoxo. Plural porque reduzir o user > research a uma única técnica aplicável a qualquer tipo de problema > conduz invariavelmente a uma sobrevalorização da técnica em relação > ao problema. Não ortodoxo porque defendemos que as técnicas > metodológicas não devem ser herméticas, mas sim ser aplicadas de > forma crítica e criativa.
> A nossa visão sobre user research será brevemente publicada no livro > "As TIC em Educação em Portugal", da responsabilidade da Faculdade de > Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, com o > título "Investigação centrada no utilizador em projectos Web de > natureza educativa". O artigo incide sobre uma investigação que > fizemos sobre a experiência de utilização do portal de divulgação > científica e-escola, com uma amostra de 113 indivíduos, e onde > aplicámos um conjunto bastante diferenciado de técnicas: análise de > logs, estudo de campo, personas, aulas com integração do e-escola, > inquéritos, entrevistas colectivas, card sorting e testes de > usabilidade.
> A realização desta investigação implicou um enorme esforço pessoal > meu e da Joana Viana (que trabalha comigo na área de user research), > porque no nosso dia-a-dia temos de conciliar o user research com > outros papéis profissionais que assumimos no GAEL. Por essa razão nem > sempre é possível pormos em prática o design centrado no utilizador > que defendemos nas condições que consideramos mais indicadas.
> A pergunta que deixo para os que desenvolvem projectos de user > research em Portugal (e já agora para os membros brasileiros da > lista) é a seguinte: tem-vos sido possível combinar um conjunto > diferenciado de técnicas nos projectos em que estão envolvidos? A > vossa actividade centra-se exclusivamente na área de user research ou > é conjugada com outros papeis profissionais?
Aqui no brasil temos algumas publicações, não muitas mas temos. listo algumas aqui (acho que são todas)
Design de Interação: Além da Interação Humano-Computador - Preece, Rogers e Sharp IHC - Modelagem e Gerência de Interfaces com o Usuário - Alvim A. de Oliveira Netto *Design para Internet* - Projetando a experiência perfeita - Felipe Memória Design do Dia-a-dia - Donald Norman Não Me faça pensar - Steve Krug Usabilidade na web - Claudia Dias Projetando websites - Jakob Nielsen Homepage: usabilidade - 50 websites desconstruidos - Jakob Nielsen Ergodesign e Arquitetura de Informação - Luiz Agner Design e avaliação de interfaces humano-computador Ergodesign: Interação Humano-Computador - Design e Avaliação de Interface - Anamaria Moraes
> Como é pouco usual ler livros "técnicos" em português, provavelmente > não serei a melhor pessoa para te informar dessa questão, mas que eu > me lembre não conheço nenhuma publicação nessas áreas em língua > portuguesa.
> Quanto a cursos, apenas tenho conhecimento da Pós-Graduação em > Ergonomia no Design de Sistemas de Informação e Comunicação da > Faculdade de Motricidade Humana:
> On Apr 10, 2007, at 3:39 AM, Gustavo Gawry wrote:
> > Gostaria de saber o seguinte. > > Em Portugal, quais os livros disponíveis a venda sobre usabilidade > > e UX em língua portuguesa? > > Vocês tem acesso aos livros publicados no brasil? > > Existem cursos nas universidades portuguesas relacionados a àrea?
> > Nos últimos dois / três anos termos como design centrado no > > utilizador, user research e, principalmente usabilidade (em grande > > parte devido à acção dos membros da APPU) começaram a fazer parte do > > léxico de quem trabalha em projectos Web em Portugal. Obviamente que > > entre a consciencialização da importância de uma área como user > > research (na qual me quero centrar neste post), a mera enunciação de > > algumas buzzwords, e a adopção de estratégias de desenvolvimento de > > serviços e produtos que a integrem verdadeiramente existe um longo > > caminho a percorrer.
> > No GAEL/IST entendemos o user research como sendo algo > > necessariamente plural e não ortodoxo. Plural porque reduzir o user > > research a uma única técnica aplicável a qualquer tipo de problema > > conduz invariavelmente a uma sobrevalorização da técnica em relação > > ao problema. Não ortodoxo porque defendemos que as técnicas > > metodológicas não devem ser herméticas, mas sim ser aplicadas de > > forma crítica e criativa.
> > A nossa visão sobre user research será brevemente publicada no livro > > "As TIC em Educação em Portugal", da responsabilidade da Faculdade de > > Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, com o > > título "Investigação centrada no utilizador em projectos Web de > > natureza educativa". O artigo incide sobre uma investigação que > > fizemos sobre a experiência de utilização do portal de divulgação > > científica e-escola, com uma amostra de 113 indivíduos, e onde > > aplicámos um conjunto bastante diferenciado de técnicas: análise de > > logs, estudo de campo, personas, aulas com integração do e-escola, > > inquéritos, entrevistas colectivas, card sorting e testes de > > usabilidade.
> > A realização desta investigação implicou um enorme esforço pessoal > > meu e da Joana Viana (que trabalha comigo na área de user research), > > porque no nosso dia-a-dia temos de conciliar o user research com > > outros papéis profissionais que assumimos no GAEL. Por essa razão nem > > sempre é possível pormos em prática o design centrado no utilizador > > que defendemos nas condições que consideramos mais indicadas.
> > A pergunta que deixo para os que desenvolvem projectos de user > > research em Portugal (e já agora para os membros brasileiros da > > lista) é a seguinte: tem-vos sido possível combinar um conjunto > > diferenciado de técnicas nos projectos em que estão envolvidos? A > > vossa actividade centra-se exclusivamente na área de user research ou > > é conjugada com outros papeis profissionais?
Na generalidade das situações o user research que fazemos também é necessariamente "limitado", o caso concreto que menciono foi uma excepção que dificilmente se repetirá no futuro próximo. Nem sequer defendo uma investigação tão aprofundada para todas as situações; cada projecto tem objectivos, orçamentos e "timelines" específicas que implicam diferentes abordagens.
O que tentamos sempre fazer é ultrapassar os constrangimentos de forma inventiva, i.e., encontrar as melhores soluções custo / benefício para estudar determinado problema e optimizar processos no sentido de estreitar cada vez mais o tempo entre o planeamento e a execução do user research.
> Infelizmente, por causa dos prazos que normalmente existem nos > projectos não é possível aprofundar muito os estudos de User > Research (usando várias metodologias). Existem ainda outros papéis > que normalmente desempenho, nomeadamente o Interaction Design que > me tiram tempo para realizar ou experimentar várias metodologias > para estes estudos.
> Ivo Gomes > -------------------------------------------------------------- > i...@ivogomes.com > www.ivogomes.com > -------------------------------------------------------------- > Esta mensagem foi assinada digitalmente > --------------------------------------------------------------
> On 2007/04/09, at 23:49, Gustavo Pimenta wrote:
>> Boa noite,
>> Nos últimos dois / três anos termos como design centrado no >> utilizador, user research e, principalmente usabilidade (em grande >> parte devido à acção dos membros da APPU) começaram a fazer parte do >> léxico de quem trabalha em projectos Web em Portugal. Obviamente que >> entre a consciencialização da importância de uma área como user >> research (na qual me quero centrar neste post), a mera enunciação de >> algumas buzzwords, e a adopção de estratégias de desenvolvimento de >> serviços e produtos que a integrem verdadeiramente existe um longo >> caminho a percorrer.
>> No GAEL/IST entendemos o user research como sendo algo >> necessariamente plural e não ortodoxo. Plural porque reduzir o user >> research a uma única técnica aplicável a qualquer tipo de problema >> conduz invariavelmente a uma sobrevalorização da técnica em relação >> ao problema. Não ortodoxo porque defendemos que as técnicas >> metodológicas não devem ser herméticas, mas sim ser aplicadas de >> forma crítica e criativa.
>> A nossa visão sobre user research será brevemente publicada no livro >> "As TIC em Educação em Portugal", da responsabilidade da Faculdade de >> Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, com o >> título "Investigação centrada no utilizador em projectos Web de >> natureza educativa". O artigo incide sobre uma investigação que >> fizemos sobre a experiência de utilização do portal de divulgação >> científica e-escola, com uma amostra de 113 indivíduos, e onde >> aplicámos um conjunto bastante diferenciado de técnicas: análise de >> logs, estudo de campo, personas, aulas com integração do e-escola, >> inquéritos, entrevistas colectivas, card sorting e testes de >> usabilidade.
>> A realização desta investigação implicou um enorme esforço pessoal >> meu e da Joana Viana (que trabalha comigo na área de user research), >> porque no nosso dia-a-dia temos de conciliar o user research com >> outros papéis profissionais que assumimos no GAEL. Por essa razão nem >> sempre é possível pormos em prática o design centrado no utilizador >> que defendemos nas condições que consideramos mais indicadas.
>> A pergunta que deixo para os que desenvolvem projectos de user >> research em Portugal (e já agora para os membros brasileiros da >> lista) é a seguinte: tem-vos sido possível combinar um conjunto >> diferenciado de técnicas nos projectos em que estão envolvidos? A >> vossa actividade centra-se exclusivamente na área de user research ou >> é conjugada com outros papeis profissionais?
Primeiramente, quero dizer que esse tópico está riquíssimo! Parabéns por propor algo tão bacana pra ser discutido.
Sobre o assunto que você perguntou ("tem-vos sido possível combinar um conjunto diferenciado de técnicas nos projectos em que estão envolvidos?") eu acabei tomando a liberdade de escrever em meu blog, publicado no endereço http://www.nandico.com.br/2007/04/ainda-sobre-o-nossos-papis-tcnicas-....
Tem um link lá para um outro texto<http://www.nandico.com.br/2007/03/o-que-talvez-no-seja-usabilidade-me...>onde eu colocava uma visão pessoal e talvez até íntima sobre o assunto. Não gosto muito de ficar indicando o próprio site, pois fica parecendo "propaganda" e meu intuito não é promover nada. Envio apenas porque achei que vai de encontro ao tópico. Acredito que aqui no meu trabalho estamos enfrentando o mesmo problema do que vocês, então talvez seja a hora de encontrarmos a solução juntos =).
Grande abraço, tudo de bom!
Nandico
On 4/10/07, Gustavo Pimenta <guspi...@gmail.com> wrote:
> Na generalidade das situações o user research que fazemos também é > necessariamente "limitado", o caso concreto que menciono foi uma > excepção que dificilmente se repetirá no futuro próximo. Nem sequer > defendo uma investigação tão aprofundada para todas as situações; > cada projecto tem objectivos, orçamentos e "timelines" específicas > que implicam diferentes abordagens.
> O que tentamos sempre fazer é ultrapassar os constrangimentos de > forma inventiva, i.e., encontrar as melhores soluções custo / > benefício para estudar determinado problema e optimizar processos no > sentido de estreitar cada vez mais o tempo entre o planeamento e a > execução do user research.
> Abraço, > Gustavo
> On Apr 10, 2007, at 12:01 PM, Ivo Gomes wrote:
> > Olá!
> > Infelizmente, por causa dos prazos que normalmente existem nos > > projectos não é possível aprofundar muito os estudos de User > > Research (usando várias metodologias). Existem ainda outros papéis > > que normalmente desempenho, nomeadamente o Interaction Design que > > me tiram tempo para realizar ou experimentar várias metodologias > > para estes estudos.
> > Ivo Gomes > > -------------------------------------------------------------- > > i...@ivogomes.com > > www.ivogomes.com > > -------------------------------------------------------------- > > Esta mensagem foi assinada digitalmente > > --------------------------------------------------------------
> > On 2007/04/09, at 23:49, Gustavo Pimenta wrote:
> >> Boa noite,
> >> Nos últimos dois / três anos termos como design centrado no > >> utilizador, user research e, principalmente usabilidade (em grande > >> parte devido à acção dos membros da APPU) começaram a fazer parte do > >> léxico de quem trabalha em projectos Web em Portugal. Obviamente que > >> entre a consciencialização da importância de uma área como user > >> research (na qual me quero centrar neste post), a mera enunciação de > >> algumas buzzwords, e a adopção de estratégias de desenvolvimento de > >> serviços e produtos que a integrem verdadeiramente existe um longo > >> caminho a percorrer.
> >> No GAEL/IST entendemos o user research como sendo algo > >> necessariamente plural e não ortodoxo. Plural porque reduzir o user > >> research a uma única técnica aplicável a qualquer tipo de problema > >> conduz invariavelmente a uma sobrevalorização da técnica em relação > >> ao problema. Não ortodoxo porque defendemos que as técnicas > >> metodológicas não devem ser herméticas, mas sim ser aplicadas de > >> forma crítica e criativa.
> >> A nossa visão sobre user research será brevemente publicada no livro > >> "As TIC em Educação em Portugal", da responsabilidade da Faculdade de > >> Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, com o > >> título "Investigação centrada no utilizador em projectos Web de > >> natureza educativa". O artigo incide sobre uma investigação que > >> fizemos sobre a experiência de utilização do portal de divulgação > >> científica e-escola, com uma amostra de 113 indivíduos, e onde > >> aplicámos um conjunto bastante diferenciado de técnicas: análise de > >> logs, estudo de campo, personas, aulas com integração do e-escola, > >> inquéritos, entrevistas colectivas, card sorting e testes de > >> usabilidade.
> >> A realização desta investigação implicou um enorme esforço pessoal > >> meu e da Joana Viana (que trabalha comigo na área de user research), > >> porque no nosso dia-a-dia temos de conciliar o user research com > >> outros papéis profissionais que assumimos no GAEL. Por essa razão nem > >> sempre é possível pormos em prática o design centrado no utilizador > >> que defendemos nas condições que consideramos mais indicadas.
> >> A pergunta que deixo para os que desenvolvem projectos de user > >> research em Portugal (e já agora para os membros brasileiros da > >> lista) é a seguinte: tem-vos sido possível combinar um conjunto > >> diferenciado de técnicas nos projectos em que estão envolvidos? A > >> vossa actividade centra-se exclusivamente na área de user research ou > >> é conjugada com outros papeis profissionais?
Não vejo problema nenhum que faças referência ao teu site desde que, como é o caso, o assunto esteja relacionado com o tópico de discussão ;-) .
Quanto à posição do Dan Saffer, que descreves no teu site, segundo a qual nem sempre o design centrado no utilizador é a opção mais correcta, eu não poderia estar mais de acordo. Diferentes variáveis requerem diferentes abordagens.
No livro Designing for Interaction, o Dan Saffer enumera quatro abordagens diferentes: design centrado no utilizador, design centrado na actividade, "design de sistemas" e "design de génio".
O exemplo mais paradigmático do "design de génio", que se baseia na competência e conhecimento do designer, e não em qualquer tipo de pesquisa, é o da Apple, empresa que não faz user research. Ok, podemos não acreditar que a Apple não faça qualquer tipo de user research, mas pelo menos certamente não o faz em larga escala como a Microsoft, sendo regra geral os seus produtos muito mais "usáveis" do que os da sua "rival".
A ilação a tirar do exemplo que dou da Apple não é que se deve menosprezar o user research, mas sim que cada projecto tem a sua especificidade e que não existem fórmulas certas que possam ser aplicadas acriticamente a todas as situações.
Abraço, Gustavo
On Apr 10, 2007, at 4:03 PM, Fernando Aquino wrote:
> Primeiramente, quero dizer que esse tópico está riquíssimo! > Parabéns por propor algo tão bacana pra ser discutido.
> Sobre o assunto que você perguntou ("tem-vos sido possível combinar > um conjunto diferenciado de técnicas nos projectos em que estão > envolvidos?") eu acabei tomando a liberdade de escrever em meu > blog, publicado no endereço http://www.nandico.com.br/2007/04/ainda- > sobre-o-nossos-papis-tcnicas-e.html.
> Tem um link lá para um outro texto onde eu colocava uma visão > pessoal e talvez até íntima sobre o assunto. Não gosto muito de > ficar indicando o próprio site, pois fica parecendo "propaganda" e > meu intuito não é promover nada. Envio apenas porque achei que vai > de encontro ao tópico. Acredito que aqui no meu trabalho estamos > enfrentando o mesmo problema do que vocês, então talvez seja a hora > de encontrarmos a solução juntos =).
Obrigado pela dica do livro do Dan Saffer, eu não conhecia esse autor. Jogarei na minha lista de desejos para comprá-lo em breve.
Essa coisa da Apple que você comentou é fenomenal. Apesar de estar com uma carga de trabalho enorme (por isso a demora para responder), esse assunto ocupou a minha mente em forma de reflexão a semana inteira =).
Valeu!
Nandico
On 4/10/07, Gustavo Pimenta <guspi...@gmail.com> wrote: